{"id":918,"date":"2018-06-09T01:36:47","date_gmt":"2018-06-09T01:36:47","guid":{"rendered":"http:\/\/gilsonluisdacunha.com.br\/site\/?p=918"},"modified":"2018-06-09T01:36:47","modified_gmt":"2018-06-09T01:36:47","slug":"entrevista-robert-j-sawyer-versao-em-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilsonluisdacunha.com.br\/site\/entrevista-robert-j-sawyer-versao-em-portugues\/","title":{"rendered":"Entrevista: Robert J. Sawyer &#8211; vers\u00e3o em portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p>Nessa entrevista, o autor canadense de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Robert J. Sawyer, ganhador dos pr\u00eamios Nebula, Hugo e John W. Campbell Memorial Award, fala de seu processo criativo, dos temas que o fascinam como autor e leitor, al\u00e9m de comentar sua participa\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie de TV <em>Flash Foward,<\/em> inspirada em seu livro de mesmo nome, e sua trilogia Neanderthal Parallax, cujo primeiro volume, <em>Hominids<\/em>, ganhou o pr\u00eamio Hugo da categoria em 2003.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Gilson Luis da Cunha: <\/strong><\/p>\n<p>Prezado senhor Sawyer, primeiramente, obrigado por esta entrevista.<\/p>\n<p>Eu me interessei por seus livros depois de ler um artigo sobre <em>Hominids<\/em>, seu primeiro romance da trilogia Neanderthal Parallax. Seguindo seu website, soube que sua inten\u00e7\u00e3o original era escrever algo no universo de <em>Planeta dos Macacos<\/em>. No entanto, voc\u00ea mudou de ideia. Sua trilogia Neandertal tem um forte coment\u00e1rio social, em minha humilde opini\u00e3o, mais afiado do que o do romance de Pierre Boulle. Para mim, de certa forma, Ponter Boddit \u00e9 uma esp\u00e9cie neandertal de &#8220;Ulysee Merou&#8221; ou George Taylor (para os f\u00e3s do filme). Voc\u00ea poderia falar um pouco sobre isso?<\/p>\n<p><strong>Robert J. Sawyer:<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea est\u00e1 certo; Tom Doherty, o editor da Tor, esperava conseguir mais informa\u00e7\u00f5es sobre os <em>media tie-ins<\/em> (obras de fic\u00e7\u00e3o derivadas de uma propriedade de m\u00eddia, como um filme, s\u00e9rie de TV, jogo de tabuleiro, etc). Ele e eu est\u00e1vamos jantando e ele me perguntou se havia uma licen\u00e7a de vincula\u00e7\u00e3o na qual gostaria de trabalhar. Eu disse: \u201cO Planeta dos Macacos cl\u00e1ssico\u201d. Tom achava que era uma franquia bastante deprimente, e sem d\u00favida, ele estava certo sobre o ep\u00edlogo do quinto e \u00faltimo filme cl\u00e1ssico, <em>Batalha no Planeta dos Macacos.<\/em> Ent\u00e3o, comecei a criar um universo pr\u00f3prio que fosse tamb\u00e9m adequado para coment\u00e1rios sociais. Voc\u00ea tamb\u00e9m est\u00e1 certo sobre o fato do romance de Pierre Boulle &#8211; que eu admiro \u2013 ser um tanto fraco em coment\u00e1rio social; ele \u00e9 principalmente uma s\u00e1tira \u00e0 pol\u00edtica acad\u00eamica. Michael Wilson e Rod Serling, que escreveram o roteiro do primeiro filme de Planeta dos Macacos, decidiram focar alvos muito mais significativos: as rela\u00e7\u00f5es raciais e o medo da guerra nuclear.<\/p>\n<p>Agora, sim, Merou, de Boulle, e Taylor, de Wilson\/Serling, s\u00e3o de fato estranhos em uma terra estranha, mas s\u00e3o pessoas como n\u00f3s &#8211; bastante am\u00e1veis \u200b\u200bno caso de Merou; um misantropo amargo e sarc\u00e1stico no caso de Taylor. Meu f\u00edsico qu\u00e2ntico neandertal, Ponter Boddit, \u00e9 um estranho, mas a terra estranha n\u00e3o \u00e9 o planeta Soror (em Boulle) ou o futuro distante da Terra (no roteiro de Wilson \/ Serling), mas a Terra na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI; \u00e9 o nosso mundo. E Ponter \u00e9 muito mais parecido com Spock de <em>Jornada Nas Estrelas<\/em>, a esse respeito: ele \u00e9 o estranho comentando sobre n\u00f3s. Eu gosto de pensar que antecipei o movimento<em> #MeToo <\/em>em quinze anos tamb\u00e9m; o romance \u00e9 muito sobre as defici\u00eancias de muitos Homo sapiens modernos do sexo masculino. Ponter \u00e9 um exemplo; um personagem modelo; uma explica\u00e7\u00e3o do que eu acho que significa ser um homem de verdade: gentil, compassivo, forte, capaz de perdoar, amoroso, inteligente, leal, solid\u00e1rio. Embora a trilogia tenha encontrado um apoio consider\u00e1vel entre a comunidade LGBTQ por seu retrato de um mundo neandertal totalmente bissexual, \u00e9 realmente um romance sobre as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero do Homo sapiens e a necessidade de os homens fazerem melhor.<\/p>\n<p><strong>Gilson Luis da Cunha: <\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea se considera um escritor tem\u00e1tico, algu\u00e9m que \u00e9 motivado por quest\u00f5es e pode criar personagens e cen\u00e1rios em torno dessas quest\u00f5es. Quando eu estava na faculdade, um professor me disse: &#8220;pesquise sempre os grandes temas&#8221;. Encontrei quase exatamente a mesma frase em um de seus livros. Como leitor, \u00e9 f\u00e1cil identificar os temas que motivam seus escritos: cosmologia, evolu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, \u00e9tica e moralidade est\u00e3o entre os temas que voc\u00ea mais valoriza. Agora eu pergunto: como essas quest\u00f5es se tornaram parte de seus universos ficcionais? Quais autores influenciaram o leitor Robert J. Sawyer?<\/p>\n<p><strong>Robert J. Sawyer:<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, H.G. Wells, que encontrei cedo na minha adolesc\u00eancia. Ficou claro para mim que ele estava contando hist\u00f3rias morais: sobre os males do colonialismo em <em>Guerra dos Mundos<\/em>; sobre os males da segrega\u00e7\u00e3o de classe em <em>A M\u00e1quina do Tempo<\/em>. Eu dou a ele um lugar de destaque n\u00e3o porque o encontrei primeiro, ou porque ele inventou esse modo, Mary Shelley foi quem realmente o fez, mas porque ele o cristalizou para mim.<\/p>\n<p>Em seguida, Gene Roddenberry e seus escritores, e os melhores epis\u00f3dios da s\u00e9rie original de Jornada Nas Estrelas. Voc\u00ea sabe, a terceira temporada de Star Trek \u00e9 detonada nos c\u00edrculos de f\u00e3s, mas, na verdade, foi uma corre\u00e7\u00e3o de curso; Roddenberry viu sua cria\u00e7\u00e3o sair do curso com epis\u00f3dios c\u00f4micos &#8211; &#8220;O Problema com os pingos&#8221;, &#8220;Eu, Mudd&#8221; e &#8220;Um Peda\u00e7o da A\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; e Fred Frieberger, o produtor da terceira temporada, trouxe de volta um show tem\u00e1tico: olhe para \u201cA Empatia<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u201d, que \u00e9 um resumo das experi\u00eancias de obedi\u00eancia \u00e0 autoridade de Stanley Milgram e o efeito que elas t\u00eam sobre os experimentadores; olhe para \u201cA \u00faltima batalha\u201d, que \u00e9 precisamente t\u00e3o pouco sutil quanto devia ser a mensagem necess\u00e1ria de um epis\u00f3dio produzido no ano em que Martin Luther King foi assassinado.<\/p>\n<p>Depois disso, sim, Rod Serling e Michael Wilson, por Planeta dos Macacos, al\u00e9m do brilhante Paul Dehn, que escreveu ou co-escreveu todas as sequ\u00eancias. A <em>Twilight Zone<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em> de Serling muitas vezes me pareceu pesada e simplista; seu melhor trabalho foi em seu esbo\u00e7o de <em>Planeta <\/em>(embora todas as linhas memor\u00e1veis sejam de Wilson).<\/p>\n<p>N\u00e3o havia tanto material tem\u00e1tico na literatura sobre FC que li em minha adolesc\u00eancia: Asimov, Clarke, Niven. Voc\u00ea pode lutar para fazer com que um tema se imponha sobre da trama, mas, na maioria das vezes, eles s\u00e3o apenas lampejos criativos, sacadas engenhosas. Entretanto, Frederik Pohl mudou minha vida com <em>Gateway<\/em>, a melhor explora\u00e7\u00e3o do tema da culpa que eu j\u00e1 vi.<\/p>\n<p><strong>Gilson Luis da Cunha: <\/strong><\/p>\n<p>Ainda falando de <em>Neanderthal Parallax,<\/em> acabei de ler o segundo livro da trilogia e, como o primeiro, conclu\u00ed a leitura, ansioso por ler o pr\u00f3ximo livro. Sou interessado em evolu\u00e7\u00e3o humana e paleoantropologia, e seu livro nos apresenta a sociedade Barast<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> com um enredo extremamente fluido, sem comprometer o ritmo da narrativa. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil faz\u00ea-lo ao construir um universo. Como foi seu processo criativo nesta trama?<\/p>\n<p><strong>Robert J. Sawyer: <\/strong><\/p>\n<p>Eu li tudo o que pude encontrar sobre Neandertais &#8211; literatura t\u00e9cnica e relatos populares &#8211; e fui a reuni\u00f5es da Paleoanthropology Society, falando diretamente com quase todos os pesquisadores de Neandertal do mundo, incluindo Erik Trinkaus e Milford Wolpoff. Ent\u00e3o, criei uma regra: tudo o que eu escolhi para a minha cultura neandertal teria que ser apoiado pela literatura cient\u00edfica. Eu n\u00e3o escolhi necessariamente as interpreta\u00e7\u00f5es mais prov\u00e1veis, mas as mais interessantes. Mais significativamente, a no\u00e7\u00e3o de que neandertais machos e f\u00eameas viviam, em grande parte, vidas separadas, vem da interpreta\u00e7\u00e3o de Lewis Binford, do site Combe Grenal. E h\u00e1 muitas evid\u00eancias s\u00f3lidas de que os Neandertais n\u00e3o tinham cren\u00e7as religiosas. Apenas evid\u00eancias muito escassas, carregadas de um vi\u00e9s de pensamento ilus\u00f3rio, uma \u201cvontade de crer\u201d, sugerem que eles acreditavam.<\/p>\n<p><strong>Gilson Luis da Cunha: <\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, voc\u00ea tem um \u00fanico livro lan\u00e7ado no Brasil, Flash Forward (Editora Record). Tive alguma dificuldade para encontr\u00e1-lo, mesmo nas maiores franquias de livrarias, o que me sugere que a edi\u00e7\u00e3o esgotou rapidamente. Eu amei a adapta\u00e7\u00e3o para a televis\u00e3o e lamento pelo cancelamento da s\u00e9rie. Havia conceitos incr\u00edveis que estavam apenas come\u00e7ando a ser explorados. Voc\u00ea poderia falar um pouco sobre sua participa\u00e7\u00e3o na adapta\u00e7\u00e3o para a televis\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Robert J. Sawyer: <\/strong><\/p>\n<p>Eu era consultor em todos os epis\u00f3dios, escrevi um dos epis\u00f3dios e fiz uma participa\u00e7\u00e3o especial no epis\u00f3dio piloto. Eu tive uma experi\u00eancia absolutamente fabulosa: eles me trataram bem em todos os sentidos, e eu fiz amigos que terei para o resto de minha vida.<\/p>\n<p><strong>Gilson Luis da Cunha: <\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 um grande f\u00e3 de Planeta dos Macacos, bem como s\u00e9ries cl\u00e1ssicas de TV de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, como Jornada Nas Estrelas e O Homem de Seis Milh\u00f5es de D\u00f3lares. Este pano de fundo aparece em alguns de seus enredos. Eu amei as refer\u00eancias \u00e0 <em>O Homem de Seis Milh\u00f5es de D\u00f3lares <\/em>em seu livro <em>Humans<\/em>. O que voc\u00ea pensa sobre o uso de elementos da cultura pop nos livros de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nos dias de hoje?<\/p>\n<p><strong>Robert J. Sawyer:<\/strong><\/p>\n<p>Meu editor na Tor, o falecido David G. Hartwell, e eu, costum\u00e1vamos discutir isso. Ele era contra, mas sou a favor, por duas raz\u00f5es. Primeiro, ajuda a fundamentar o que estou escrevendo na realidade. \u00c9 meio louco pensar que uma hist\u00f3ria se passa em um mundo onde <em>Jornada Nas Estrelas e Planeta dos Macacos, <\/em>agora com mais de cinquenta anos, e <em>O Homem de Seis Milh\u00f5es de D\u00f3lares,<\/em> agora com 45 anos, n\u00e3o existem e nunca existiram; isso seria uma realidade alternativa, n\u00e3o o nosso universo. E, segundo, h\u00e1 um aspecto meta-ficcional: fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, como g\u00eanero, \u00e9 considerada cultura pop e, \u00e0s vezes, descartada por causa disso, mas mais pessoas no mundo lembram e foram influenciadas por <em>Jornada Nas Estrelas <\/em>do que qualquer outro programa de TV dos anos sessenta. Fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica &#8211; quando \u00e9 boa e faz pensar &#8211; perdura. Sempre.<\/p>\n<p><strong>Gilson Luis da Cunha: <\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea lan\u00e7ou recentemente <em>Quantum Night.<\/em> As implica\u00e7\u00f5es da f\u00edsica qu\u00e2ntica s\u00e3o temas recorrentes em seu trabalho. Na verdade, esse \u00e9 um dos ramos mais fascinantes da f\u00edsica. Como voc\u00ea se interessou por esse assunto como parte de suas hist\u00f3rias?<\/p>\n<p><strong>Robert J. Sawyer: <\/strong><\/p>\n<p>Eu li uma quantidade enorme de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o em todos os campos da ci\u00eancia, apenas para acompanhar e, \u00e9 claro, a f\u00edsica qu\u00e2ntica foi, no \u00faltimo s\u00e9culo, o mais interessante ramo da f\u00edsica. Al\u00e9m disso, a f\u00edsica qu\u00e2ntica se liga, e questiona nossas suposi\u00e7\u00f5es, sobre a pr\u00f3pria natureza da realidade. \u00c9 tanto um t\u00f3pico filos\u00f3fico quanto um cient\u00edfico quando voc\u00ea pensa dessa maneira, e eu sempre pensei em mim mesmo como um escritor de fic\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica &#8211; n\u00e3o SciFi (Science Fiction), mas \u201cphi-fi\u201d (Philosofical Fiction).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Gilson Luis da Cunha: <\/strong><\/p>\n<p>Recentemente, li um coment\u00e1rio seu sobre a detec\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais por astrof\u00edsicos, algo que Einstein achava imposs\u00edvel provar empiricamente. Voc\u00ea j\u00e1 considerou incluir este fato cient\u00edfico em um romance futuro?<\/p>\n<p><strong>Robert J. Sawyer: <\/strong><\/p>\n<p>Claro, assim como todo escritor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <em>hard<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em>, tenho certeza. Mas n\u00e3o adianta \u201cpular no bonde\u201d e seguir \u201cmodinhas\u201d. Sab\u00edamos que as ondas gravitacionais quase certamente existiam, afinal de contas, muito antes disso, e minha primeira venda, o conto \u201cMotive\u201d, que escrevi em 1979, tratava de um alien\u00edgena capaz de detectar ondas gravitacionais. Estou muito mais interessado em escrever sobre coisas que s\u00e3o plaus\u00edveis, mas que ainda n\u00e3o foram provadas, do que simplesmente incorporar a descoberta mais recente para parecer, de algum modo, atual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Na segunda dublagem brasileira esse epis\u00f3dio ganhou o t\u00edtulo de \u201cJoia rara\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> No Brasil conhecida como <em>Al\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Neandertais tecnologicamente avan\u00e7ados de uma Terra paralela, na qual o Homo sapiens \u00e9 quem foi extinto.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Ramo da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica cujas tramas buscam mais precis\u00e3o e foco em detalhes de ci\u00eancia real.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nessa entrevista, o autor canadense de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Robert J. 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